
Lembrar como as coisas eram há algum tempo chega a ser engraçado. Juntar grana pra fazer uma gravina num estúdio com gravador de rolo de oito - ou às vezes quatro - canais. Só o fato de comprar a fita... que era uma fortuna.
As gravadoras ficavam instaladas confortavelmente em andares inteiros de prédios, ou mesmo um prédio inteiro pertencia a uma BMG da vida. Era preciso, uma vez que os estúdios de gravação ocupavam salas enormes.
O mesmo acontecia com as rádios, que eram o foco de tudo. Quem desejava popularizar um trabalho musical tinha que passar por ali. E não dava... Era um monopólio tão rígido que só entrava quem era escolhido.
Felizmente a internet apareceu e quebrou um pouco esse sistema, embora não o suficiente... ainda. Pelo menos agora músicos podem ser um pouco mais donos de sua produção, de sua mão-de-obra. O que é justo.
Entretanto esse nosso tempo exige algo a mais também. O músico - digo compositor, bandas ou quem tenha um trabalho pra mostrar - precisa tomar posse de sua criação. E saber vender o que produz.
É preciso entender conceitos como marketing viral, mídias sociais (principalmente este), estratégias de marketing na web e coisas do tipo. Essa especialização é necessária justamente em razão da inversão de valores.
Se por um lado há uma janela aberta para se 'vender' a produção musical, por outro a concorrência aumentou absurdamente. São os novos dias. Uma coisa é certa: não éramos felizes e não sabíamos...
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